Agentes do Bope ganham capacete com tecnologia de resfriamento cerebral

05, setembro, 2012 por admin

Após 20 anos de pesquisa acadêmica, os policiais militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope), do Rio, passarão a utilizar em breve capacetes com tecnologia de resfriamento cerebral, cuja tecnologia está sendo aprimorada pelo neurocientista Renato Rozental.

Segundo o governo do Estado do Rio de Janeiro, o pesquisador elaborou um protótipo capaz de impedir que as lesões no cerébro aumentem, o que garante mais tempo para transferência e socorro adequado de um policial atingido em confronto.

O dispositivo seria ativado pelo militar que estivesse mais próximo ao colega ferido. O acionamento faz com que gases sejam injetados em válvulas que resfriam o cérebro, diminuindo a pressão intracraniana. “É como se colocássemos gelo no local da lesão, impedindo a propagação do edema”, explicou Rozental.

O projeto foi viabilizado através de um acordo de cooperação técnico-científica, assinado entre o comando da Polícia Militar e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), ligada à Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia. Cerca de R$ 450 mil foram investidos pela Faperj.

De acordo com a PM, os capacetes passarão por uma fase de testes para chegar à definição de qual será o melhor protótipo para os homens do Bope.

“Precisarei de cerca de um ano para fazer simulações e chegar ao melhor protótipo para, depois, executá-lo. Esse processo é custoso. Depois que ele estiver definido, fica mais fácil reproduzi-lo”, afirmou Rozental.

O neurocientista negocia também com o Ministério da Saúde e Ministério da Defesa um acordo para produzir toucas com o mesmo dispositivo de resfriamento, porém mais flexíveis, que serão utilizadas em vítimas de acidentes em que ocorra traumatismo cranioencefálico (TCE). Rozental deseja ainda conseguir incentivos para que o dispositivo esteja disponível em ambulâncias do Samu.

“Com a aproximação dos grandes jogos que serão realizados no Rio, teremos uma população maior de motociclistas, ciclistas e policiais que poderão estar mais protegidos com o uso do capacete. O objetivo da ação é melhorar o atendimento imediato, reduzindo os custos e reintegrando mais rapidamente os pacientes acidentados com traumatismo cranioencefálico”, defendeu o pesquisador.

Via: UOL Notícias

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